20 de dezembro de 2013

Carta de Amor no Canal Brasil


“Com uma apresentação inspirada e muito aclamada, Maria Bethânia gravou o registro de sua última turnê, intitulada Carta de Amor, no Vivo Rio (RJ). Na produção do Canal Brasil em parceria com a Biscoito Fino, Bethânia interpreta as canções com sua habitual entrega, saboreando os versos.
O cenário de Bia Lessa – que também assina a direção do espetáculo – contém um tapete bordado no chão, um tronco de árvore que serve de apoio à cantora e luzes suspensas no palco criando diferentes ambientes. A artista está à vontade, dançando descalça e movimentando-se com amplitude, emocionando a todos os presentes.
Seu disco mais recente – Oásis de Bethânia, de 2012 – serviu de base para a escolha do repertório. Dentre as faixas, destacam-se O Velho Francisco, de Chico Buarque, e Carta de Amor, composição de Paulo César Pinheiro e da anfitriã. A cantora faz uma homenagem a Gonzaguinha interpretando quatro clássicos: Sangrando, Festa, Explode Coração (cantada à capela) e O Que É, O Que É. O roteiro é dividido em dois blocos (com um intervalo instrumental entre eles) e pontuado por momentos únicos, como Não Enche, de Caetano Veloso, A Casa é Sua, de Arnaldo Antunes, e uma versão de Na Primeira Manhã, de Alceu Valença. Antigos sucessos como Negue e Fera Ferida também marcam presença, fazendo a alegria dos fãs”.

Foto: Carlos Albuquerque

Acompanhada por sete músicos, Bethânia mostra arranjos sofisticados e entremeados por textos de autores como José Régio e Fernando Pessoa. Divididos pelos dois lados do palco, os instrumentistas ganham espaço para brilhar individualmente. Liderados pelo maestro Wagner Tiso ao piano, o grupo ainda conta com Gabriel Improta (violão e guitarra), Paulo Dafilin (violão e viola), Jorge Helder (baixo), Pantico Rocha (bateria), Marcelo Costa (percussão) e Marcio Mallard (cello). A artista canta, interpreta e recita em um momento de absoluta simplicidade. Não há firulas, nem troca de roupa. O tema é ela própria, simplesmente ela.

Domingo, dia 22/12, às 17h e sexta, dia 27/12, às 15h.


Fonte: Canal Brasil (Globo.com)

6 de dezembro de 2013

Fauzi Arap: uma vida dedicada ao palco


Foto: Agência O Globo

Fauzi Arap, prestigiado ator, diretor e autor de teatro, faleceu na manhã desta quinta-feira (05/12) em São Paulo. Ele tinha 75 anos e lutava há alguns anos contra um câncer na bexiga. Segundo familiares, ele morreu em casa enquanto dormia. Fauzi estreou no teatro como ator no fim dos anos 50, no teatro oficina. Em 1965, começou a carreira de diretor com Perto do Coração Selvagem, obra de Clarice Lispector adaptada por ele. Entre seus grandes trabalhos está a direção de Navalha na Carne, com Tonia Carreiro, em 1968. Em 1975, estreou como autor de peças de teatro com Pano de Boca. Durante sua carreira, recebeu grandes prêmios como o Molière de melhor autor e diretor por O Amor do Não, 1977. O Mambembe de melhor autor em Quase 84. E o prêmio Shell de melhor direção com Santidade e Caixa 2, no final dos anos 90. Em 1998, publicou uma autobiografia, Mare nostrum: sonhos, viagens e outros caminhos.



Cada vez que ouvimos Maria Bethânia declamar um poema ou explorar a dramaticidade de uma canção no palco, podemos ter a certeza de que ali também estará Fauzi Arap. Parceiro constante de Bethânia, ele concebeu e dirigiu os mais importantes shows de sua carreira, como Rosa dos Ventos (1971), A Cena Muda (1974), Pássaro da Manhã (1977) e Imitação da Vida (1996), criando para Bethânia uma personalidade cênica mantida até hoje.

12 de novembro de 2013

DVD e CD "CARTA DE AMOR"


O show traz sucessos de sua carreira, músicas do novo CD e canções inéditas em sua voz. No roteiro, canções do novo disco como "Casablanca" e "Barulho" (ambas de Roque Ferreira), "Velho Francisco" (Chico Buarque), "Salmo" (Rafael Rabelo/ Paulo Cesar Pinheiro) e "Carta de Amor" – esta que inspirou o título do álbum. Entre as músicas interpretadas por ela pela primeira vez, composições de Caetano Veloso ("Não Enche"), Arnaldo Antunes ("A Casa é Sua") e do português Pedro Abrunhosa ("Quem Me Leva os Meus Fantasmas"), além da inédita "Em Estado de Poesia", de Chico César. E ainda no roteiro, um medley de sambas de roda ligados por linha tênue à chula, costurados por "Reconvexo" (Caetano Veloso), sem deixar o Brasil rural de lado e sem esquecer os clássicos de seu repertório. “O show vem do disco; é a base de onde eu parti, da mudança sonora que fiz ali com vários músicos”, conta Bethânia. “O título do show não se refere apenas à faixa do disco “Carta de Amor”, mas a todo tipo de amor que canto no show: o amor maduro, o amor inconstante, o amor traído, o amor eterno, o passageiro, o triste, o alegre...”, completa.

Abaixo a capa do DVD e dos CDS:





Faixas do DVD:

1. Canções e Momentos
2. Sangrando
3. Salmo
4. A Dona do Raio e do Vento
5. Cântico Negro (Texto)/ Não Enche
6. Fogueira
7. Casablanca
8. Na Primeira Manhã
9. Calúnia
10. Negue
11. Barulho
12. Fera Ferida
13. Quem me Leva os Meus Fantasmas
14. Cais/ Maria, Maria
15. Festa
16. Dora
17. Lua Branca
18. Estado de Poesia
19. Guacyra
20. A Nossa Casa
21. Só Vendo Que Beleza (Marambaia)
22. A Casa É Sua
23. Santo Amaro Ê Ê/ Quixabeira/ Reconvexo/ Minha Senhora/ Viola Meu Bem
24. Minha Casa
25. O Velho Francisco
26. Carta de Amor
27. Escândalo
28. Salmo
29. Canções e Momentos
30. Mensagem


Prêmios Amália Rodrigues 2013



No dia 04 de novembro, foram premiados poetas, músicos, intérpretes e outras personalidades ou entidades que, cada um à sua maneira, servem ou serviram ao Fado. Maria Bethânia foi agraciada na categoria Internacional.  Pelo oitavo ano consecutivo, a Fundação Amália Rodrigues atribuiu os prêmios de Revelação, Álbum de Fado, Intérprete, Autor, Compositor, Instrumentista, Carreira e Divulgação Internacional. Este ano, o Júri decidiu criar ainda o prêmio Saudade-Lembrar para Honrar e um prêmio especial para Construtor de Instrumentos Tradicionais para o Fado. A cerimônia de entrega dos Prêmios Amália 2013 ocorreu no São Luiz Teatro Municipal em Lisboa numa gala que contou com a participação de Maria da Nazaré, Ricardo Ribeiro, Gisela João, Cristina Nóbrega e do pianista Júlio Resende.


Maria Bethânia, que há três anos cantou numa missa em memória de Amália, foi distinguida pela "sua aproximação ao fado" e pelo "respeito e dedicação" à fadista portuguesa.


11 de novembro de 2013

CD A Arca de Noé




Clássico infantil da música brasileira dos anos 1980, o disco "A arca de Noé", com temas do livro homônimo de Vinicius de Moraes, ganhou uma nova versão, produzida pela filha do poeta, Susana Moraes, junto com Dé Palmeira, Adriana Calcanhotto e Leonardo Netto, e lançada pela gravadora Sony Music.

Maria Bethânia abre o disco com o tom de profecia, em cima do arranjo original que o maestro Rogério Duprat escreveu em 1980, para Chico Buarque e Milton Nascimento cantarem. Miguel Atwood Ferguson foi o arranjador da nova versão.

Faixas do CD:

1. A Arca de Noé – Maria Bethânia, Seu Jorge e Péricles
2. O Leão – Caetano Veloso e Moreno Veloso
3. O Pato – Zeca Pagodinho
4. O Peru – Arnaldo Antunes
5. O Gato – Mart’nália
6. O Pintinho – Erasmo Carlos
7. A Corujinha – Chitãozinho & Xororó
8. As Borboletas – Gal Costa      
9. A Formiga – Mariana de Moraes
10. A Galinha D’Angola – Ivete Sangalo e Buraka Som Sistemas
11. O Pinguim – Chico Buarque
12. A Cachorrinha – Maria Luiza Jobim
13. O Elefantinho – Adriana Partimpim
14. As Abelhas – Marisa Monte
15. A Foca – Orquestra Imperial
16. São Francisco – Miúcha e Paulo Jobim
17. A Casa – Vinicius de Moraes


Encerramento turnê do show "Carta de Amor"



Maria Bethânia encerra a turnê do show Carta de Amor em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em São Paulo o espetáculo aconteceu nos dias 01 e 3/11 no HSBC e no Rio de Janeiro será nos dias 23 e 24/11/13 no Vivo Rio. O show vem do disco Oásis de Bethânia, lançado em março do ano passado, que marca um formato novo na carreira de Bethânia: cada uma das 10 músicas do disco recebeu um arranjo inédito de convidados especialíssimos – que trouxeram a sofisticação de seus arranjos, unidos à sua voz.


“Esta sonoridade nova é a base de onde eu parti, da mudança sonora que fiz ali com vários músicos. O título do show não se refere apenas à faixa do disco “Carta de Amor”, mas a todo tipo de amor que canto no show: o amor maduro, o amor inconstante, o amor traído, o amor eterno, o passageiro, o triste, o alegre...”, explica Bethânia.


O show traz de volta o maestro Túlio Mourão, que nos anos 70/80 acompanhou os shows de Bethânia.



27 de setembro de 2013

70 anos de Edu Lobo







O DVD, que será lançado pela Biscoito Fino, tem as seguintes faixas:

1. Chegança (Edu Lobo e Oduvaldo Viana Filho, 1963)
2. Canção do amanhecer (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1963)
3. Zambi (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1963)
4. Upa, neguinho (Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri, 1967)
5. Cirandeiro (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1967) - com Maria Bethânia
6. Pra dizer adeus (Edu Lobo e Torquato Neto, 1967) - com Maria Bethânia
7. Zanzibar (Edu Lobo, 1970)
8. No cordão da saideira (Edu Lobo, 1967) - com Bena Lobo
9. Ponteio (Edu Lobo, 1967) - com Bena Lobo
10. Vento bravo (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro, 1973)
11. O boto (Antonio Carlos Jobim e Jararaca, 1975)
12. O trenzinho do caipira (Heitor Villa-Lobos e Ferreira Gullar, 1978)
13. Pé de vento (Edu Lobo)
14. Angu de caroço (Edu Lobo e Cacaso, 1980)
15. Ave rara (Edu Lobo e Aldir Blanc, 1993)
16. A história de Lily Braun (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983) - com Chico Buarque
17. Lábia (Edu Lobo e Chico Buarque, 2001) - com Chico Buarque
18. Choro bandido (Edu Lobo e Chico Buarque, 1985) - com Chico Buarque
19. Beatriz (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983)
20. Opereta do casamento (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983)
21. A mulher de cada porto (Edu Lobo e Chico Buarque, 1985) - com Mônica Salmaso
22. Coração cigano (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro, 2010) - com Mônica Salmaso
23. Valsa brasileira (Edu Lobo e Chico Buarque, 1988) - com Mônica Salmaso
24. Noite de verão (Edu Lobo e Chico Buarque, 2001)
25. Frevo diabo (Edu Lobo e Chico Buarque, 1988)
26. Na carreira (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983) - com os convidados
27. Canto triste (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1967)

28. Corrida de jangada (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1967) - com os convidados

28 de agosto de 2013

Edu Lobo comemora 70 anos de vida e 50 de carreira



Edu Lobo irá celebrar seus 70 anos fazendo uma das coisas que mais gosta: tocando seus maiores sucessos em dois dos palcos mais importantes do país. O primeiro show comemorativo acontecerá no dia 29 de agosto, data de seu aniversário, às 21h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O evento será palco para a gravação do DVD de comemoração dos seus 50 anos de carreira e contará com participações especialíssimas de Bena Lobo, Chico Buarque de Holanda, Maria Bethânia e Mônica Salmaso. No repertório, Edu deu preferência aos grandes sucessos que marcaram sua trajetória. “O público não gosta de ouvir o que não conhece. Escolhemos músicas que eles pudessem se identificar”.

Para a ocasião, Edu convidou o amigo e grande conhecedor de sua obra, o jornalista Hugo Sukman para roteirizar e dirigir o show. Sukman preparou uma biografia musical que conta, em ordem cronológica, toda a trajetória do compositor desde suas maiores parcerias até as canções que marcaram época. “Zambi”, “Upa Neguinho”, “Pra Dizer Adeus”, “Ponteio”, “Beatriz” e “Choro Bandido”, são algumas que marcam momentos importantes de sua história. História que marcou a música brasileira por sua personalidade mantida ao longo de toda a estrada, misturando a carioquice do sangue com a alma tipicamente nordestina.

24 de agosto de 2013

Angela Ro Ro: Feliz da Vida





Comemorando 33 anos de carreira, Angela Ro Ro recebe em seu segundo DVD, intitulado "Feliz da Vida" grandes parceiros como: Frejat, Maria Bethânia, Diogo Nogueira, Jorge Vercillo, Sandra de Sá e Paulinho Moska.


Gravado em outubro de 2012 no Theatro Net Rio, o setlist revigora a veia autoral de Ro Ro ao lado de Ana Carolina, Antônio Adolfo, além de alguns dos nomes citados acima. São 13 canções inéditas em roteiro de 15 músicas. "A receita certa para um produto ficar bom e honesto tem que ter dedicação, generosidade e talento" escreve a carioca no encarte de seu CD e DVD inéditos.

O registro vai mostrar Angela Ro Ro em ótima forma vocal. Como sempre muito bem humorada e inteligente Angela envolveu o público autodirigindo seu show-gravação. Cheias de tiradas rápidas e engraçadas, conseguiu equilibrar suas funções gravando o novo e revigorante trabalho e ao mesmo tempo entretendo o público, que conhecia em primeira mão as novas músicas que só devem chegar ao público em 2013.

Faixas do DVD:

1. Feliz da Vida!
2. De Amor e Mar
3. Vou Por Aí...
4. Capital do Amor - Part.: Jorge Vercillo
5. Ela Sumiu
6. Muitas Canções
7. Romance Espetacular
8. Fogueira - Part.: Maria Bethânia
9. Salve Jorge! - Part.: Diogo Nogueira
10. Pinto Velho
11. Opium
12. Beijos na Boca - Part.: Sandra de Sá
13. Tudo Por Um Triz
14. Canto Livre
15. Malandragem - Part.: Frejat

6 de julho de 2013

Mesa com Maria Bethânia e Cleonice foi uma homenagem apaixonada a Fernando Pessoa


Mesa com Maria Bethânia e Cleonice foi uma homenagem apaixonada a Fernando Pessoa / Walter Craveiro/Flip/Divulgação
Mesa com Cleonice Berardinelli e Maria Bethânia.
Walter Craveiro/Flip/Divulgação

"Toda reverência corre o risco de ser demasiadamente formal, matar a homenagem que procura ser. Celebrar a obra de Fernando Pessoa, um poeta que nunca sai de evidência, com uma mesa de recitais, é sempre flertar com o perigo. Ainda mais em um festival como a Festa Literária Internacional de Paraty, que tão raramente abre espaços para leituras assim, como a da cantora Maria Bethânia com a pesquisadora Cleonice Berardinelli na noite desta sexta-feira (5).

Com filas imensas, a mesa ainda teve vaia do público pelo atraso – Bethânia fez questão de passar o som com detalhismo antes de permitir a entrada. Logo de cara, no entanto, já era possível notar que não seria o caso: formalidades de lado, o espaço foi da emoção.
Foram poucas palavras antes da leitura. Cleonice leu um pequeno texto, descrevendo as duas como “mulheres unidas por paixões complementares e paralelas que norteiam as suas vidas”. A condição para selecionar os versos imposta por Bethânia foi “que a escolha fosse de Cleonice”, mas a resposta da acadêmica exigia que Bethânia revisasse e modificasse.

Durante a leitura, as duas contemplaram o poeta Pessoa e “os poetas que ele criou a sua volta”. A emoção transmitida pela cantora baiana não surpreende - na Fliporto, leu uma seleção pessoal de poemas que já mostrava seu gosto e habilidade como intérprete literária. Tão bonita quando a sua participação foi a fala de Cleonice, uma grande declamadora mesmo aos 96 anos. As leituras da pesquisadora foram recebidas com entusiasmo por Bethânia, que aplaudiu a companheira de mesa diversas vezes e celebrou de pé a sua declamação final.
      
Na conversa após o recital, Cleonice revelou que não consegue escolher um heterônimo preferido: “Seria como escolher um filho preferido”. “O ortônimo, Pessoa mesmo, tem momentos de maior emoção que ele parece evitar nos heterônimos”, expôs. Perguntada sobre se gostaria de ser um heterônimo de Pessoa, ela ainda comentou que tinha a impressão que o poeta foi alguém que sofreu muito. “Não gostaria de ser uma criação dele”.


Bethânia recebeu muito elogios e até declarações. Provocada pelo público, a cantora avisou que já sonha em gravar os poemas com Cleonice. “Pessoa é o poeta da minha vida, ele é quem sustenta minha respiração”, afirmou."





5 de julho de 2013

Lendo Pessoa à beira-mar - Flip 2013


Cleonice Berardinelli é a mais importante estudiosa de Fernando Pessoa no Brasil e autora da segunda tese feita no mundo sobre o poeta português. Maria Bethânia tem integrado versos de Pessoa em seus espetáculos e discos há mais de quatro décadas, realizando leituras antológicas dos poemas do autor. As duas amigas, ambas  condecoradas pelo governo português com a Ordem do Desassossego, se encontram para uma sessão de leitura, hoje (05/07/13) na mesa literária "Lendo Pessoa à beira-mar". Será uma conversa e celebração em torno de um dos maiores escritores modernos.

Daniel Marenco - 13.abr.13/Folhapress
A cantora Maria Bethânia, que participa de mesa sobre Fernando Pessoa na Flip

“Amigas de longa data, uma atribui o sucesso à outra. «É por causa da Bethânia e do Pessoa. Eu entrei de bagagem», explicou uma modesta Berardinelli. «A mesa é dela. Eu sou apenas uma aprendiz e apaixonada pelo poeta», retribuiu Bethânia. Berardinelli é uma das principais investigadoras da literatura portuguesa no Brasil. É também considerada a maior especialista brasileira em Luís de Camões e Pessoa.

Bethânia fez questão de dizer que o seu conhecimento é de leiga, mas ela é também uma das maiores divulgadoras de Pessoa no Brasil. Desde 1967 recita o poeta nos seus concertos e discos.

«Os textos dele são os hits dos meus espectáculos. São tão aplaudidos quanto a canção 'Olhos nos Olhos'.”


15 de junho de 2013

Maria Bethânia, a melhor cantora!


Foto: Zé Maurício© Beti Niemeyer


A música “Eu sei que vou te amar” marcou a abertura da 24ª edição do Prêmio da Música Brasileira na noite desta quarta-feira e emocionou os convidados presentes no Theatro Municipal. A canção de Antonio Carlos Jobim, homenageado da festa, foi executada por um time de pianistas de peso: João Carlos Martins, Wagner Tiso, Leandro Braga, Gilson Peranzzetta, João Carlos Coutinho e Cristóvão Bastos. Entre os 106 indicados, 35 foram premiados em festa que celebrou a obra de Tom Jobim.

A cerimônia, comandada pelas cantoras Zélia Duncan e Adriana Calcanhoto, premiou os melhores do ano na música brasileira e grandes nomes da MPB subiram ao palco para interpretar músicas de Tom Jobim, como Gal Costa (“Se todos fossem iguais a você”), João Bosco (“Dindi”), Nana Caymmi (“Por Causa de Você”), Céu (“Insensatez”), Maria Gadú (“Chega de Saudades”), Rosa Passos (“Inútil Paisagem”), Monica Salmaso, Leny Andrade (“Brigas Nunca Mais”), Banda Nova (“Wave), Leila Pinheiro (“Desafinado”), Tulipa Ruiz (“Garota de Ipanema”), Carminho e Antonio Zambujo (“Sabiá).

O prêmio também homenageou quatro artistas que a música brasileira perdeu esse ano: o percussionista, violonista, cantor e compositor, Marku Ribas; o cantor e compositor, Alexandre Magno Abrão, o Chorão; cientista e compositor, Paulo Vanzolini; e o cantor Emílio Santiago.

O evento aconteceu no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Caetano Veloso foi sagrado como melhor cantor, e Maria Bethânia como melhor cantora de MPB e também ganhou a melhor canção "Carta de Amor" com Paulo César Pinheiro.

Foto: Felipe Souto Maior

1 de junho de 2013

Maria Sampaio: a lente que se propaga em luz!



Há três anos nossa querida Maria passou a mirar sua máquina fotográfica lá de cima e anotar suas impressões em suas detalhadas histórias e contos. Essa mulher maravilhosa nos legou lições de humanidade tão poucas vivenciadas nos dias de hoje... tudo seria mais fácil se todos pudessem viver do jeito que ela viveu, com seu humor e alegria, com sua sinceridade e harmonia, com seu carinho pelas pessoas e pelos animais e com seus exemplos de generosidade e desprendimento.

Foto: Carlos Albuquerque

Em 2009, Maria esteve em Recife para lançar "Estrela de Ana Brasila". À época, pedimos ao poeta e crítico literário Jaci Bezerra que escrevesse sobre livro. Jaci expressou a alma de Maria pela sensibilidade das histórias e da imaginação. Transcrevemos abaixo, o texto de Jaci Bezerra como mais uma homenagem que prestamos à nossa amiga Maria Guimarães Sampaio:


A ESTRELA DE ANA BRASILA: ROMANCE DE GENTE GRANDE

 Jaci Bezerra


Muito bom a gente encontrar e ler um livro assim, como esse de Maria Guimarães Sampaio, A Estrela de Ana Brasila, que para além dos dias idos e vividos tem o dom de nos devolver com naturalidade aquele tempo aparentemente perdido no qual continuamos a descobrir, alumbrados -  mesmo com a autora brincando de dizer que a sua é uma “estória sem  compromisso com verdade  nenhuma,”-  que livros como o seu, no mundo de hoje, mais do que  nunca falam, cantam, sonham como os homens E, por isso  mesmo, são mais do que necessários. Pois como não se aproximar de um livro como o seu, se desde o início o livro de Maria nos seduz e nos arrasta com os seus sortilégios de linguagem, as suas invenções verbais, o seu poder de fazer do verbo carne. O seu dom de criar e dar vida a coisas, lembranças, paisagens e pessoas, a exemplo de Frutuoso, Prudença, Bastião Cavalo, Estrela, Januaro, Zóio Verde e tanta gente mais que  respira e anda nas páginas do seu romance como andamos nós do lado de fora e ao longo. Tanto é assim que mesmo depois de fechado o livro os seus personagens nos acompanham.  Ou continuam vagando em nossa lembrança. Porque Maria, navegando na sua canoa como Bastião no tempo de menino, tem o dom de ressuscitar o passado, como já disse. E de emprestar ao tempo o seu espírito para reconstruí-lo plasticamente. Sob esse aspecto, do mesmo modo que os seus personagens são capazes de dar forma a objetos de cerâmica de louça como alguidares, boiões, bacias, pratos de comer – Maria, que em certa página do seu livro cria o verbo olariar, com o qual caracteriza o fazedor e o artífice de cerâmica, reconstitui plasticamente aquele tempo marcado pela miséria da escravidão. Mundo de  machos, como lembra o pintor José Cláudio, no qual as mulheres eram relegadas  à condição de coisa, ética e sexualmente.

Para onde quer que se vá, não sei se como romance ou um livro de memórias ou as duas coisas juntas, esse livro que amanhece em minhas mãos, do qual a autora delicadamente retira a pátina do tempo para revelar o esplendor daquelas coisas que ao longo da vida foram não só amadurecidas como perseguidas e conquistadas. Para isso, inclusive, valendo-se dos recursos da poesia, o que torna o seu mundooceano, circunstancialmente, uma clareira de luz capaz de deslumbrar qualquer leitor, como, por exemplo, aqueles Sinos belelem belemlão tirando o dormir de frutuoso, os olho querendo afundar, rios de riachar, canoa de canoar, como um dos ventos que nascem das mãos de frutuoso. Bastaria isso, essa intimidade com a linguagem, para revelar que Maria anda à vontade no território das formas por ela escolhida. Por isso mesmo, lançado esse, a ela outra coisa não cabe se não escrever e lançar outro livro: com a mesma força, o mesmo encanto, a mesma poesia. 

“Rio Sonata”, documentário sobre Nana Caymmi sai pelo selo Quitanda



O documentário de Georges Gachot sobre Nana Caymmi será lançado pelo selo Quitanda, que Maria Bethânia tem na Biscoito Fino. O diretor franco-suíço conheceu Nana ao filmá-la como convidada do show “Brasileirinho”, para o documentário “Música é perfume” (2005), sobre Bethânia.

Abaixo, conheça as músicas de "Rio Sonata".

Divulgação

Tributo a uma das maiores cantoras brasileiras dos últimos 50 anos
Faixas

1. "Ate Pensei"
Intérprete: Nana Caymmi
Autores: Chico Buarque

2. "Sem Poupar Coração"
Intérprete: Nana Caymmi
Autores: Dori Caymmi - Paulo César Pinheiro

3. "Waltz of the Flowers"
Intérprete: Nana Caymmi
Autores: Tchaikowsky

4. "Medo de Amar"
Intérprete: Nana Caymmi
Autoria: Vinicius de Moraes

5. "Na Rua, na Chuva, na Fazenda"
Intérprete: Nana Caymmi
Autores: Hyldon

6. "Saveiros"
Intérprete: Nana Caymmi & Dori Caymmi
Autoria: Dori Caymmi - Nelson Motta

7. "Fora de Hora"
Intérprete: Nana Caymmi & Dori Caymmi
Autores: Dori Caymmi - Chico Buarque

8. "Torturante Ironia"
Intérprete: Nana Caymmi
Autores: Oreste Barbosa - Sílvio Caldas

9. "Saudade de Amar"
Intérprete: Nana Caymmi
Autores: Dori Caymmi - Paulo César Pinheiro

10. "Estrada do Sol"
Intérprete: Nana Caymmi
Autores: Dolores Duran - Tom Jobim

11. "Reverie"
Intérprete: Nana Caymmi
Autores: Claude Debussy

12. "Esmeraldas"
Intérprete: Nana Caymmi
Autores: Rosa Passos - Fernando de Oliveira

13. "Clair de Lune"
Intérprete: Nelson Freire
Autores: Claude Debussy

14. "Bom Dia"
Intérprete: Nana Caymmi - Gilberto Gil
Autores: Nana Caymmi - Gilberto Gil

15. "Esmeraldas"
Intérprete: Nana Caymmi
Autores: Rosa Passos - Fernando de Oliveira

16. "Atrás da Porta"
Intérprete: Nana Caymmi
Autores: Chico Buarqeu - Francis Hime

17. "Cais"
Intérprete: Nana Caymmi - Milton Nascimento
Autores: Milton Nascimento - Ronaldo Bastos

18. "Sem Você"
Intérprete: Nana Caymmi - Tom Jobim
Autores: Vinicius de Moraes / Tom Jobim

19. "Só Louco"
Intérprete: Nana Caymmi - Tom Jobim
Autores: Dorival Caymmi

20. "Caju em Flor"
Intérprete: Nana & Dori Caymmi, João Donato
Autores: João Donato - Ronaldo Bastos

21. "Resposta ao Tempo"
Intérprete: Nana Caymmi
Autores: Cristóvão Bastos - Aldir Blanc

22. "A Tonga da Mironga do Kabulete"
Intérprete: Mart`nalia
Autores: Vinicius de Moraes - Toquinho

23. "Não se Esqueça de Mim"
Intérprete: Nana Caymmi - Erasmo Carlos
Autoria: Erasmo Carlos e Roberto Carlos

24. "Sonho"
Intérprete: Sueli Costa
Autores: Sueli Costa

25. "Sussurana"
Intérprete: Nana Caymmi - Maria Bethânia
Autores: Heckel Tavares - Luiz Peixoto

26. "João Valentão"
Intérprete: Nana Caymmi
Autores: Dorival Caymmi

27. "Um Vestido de Bolero"
Intérprete: Nana Caymmi - Maria Bethânia - Miúcha
Autores: Dorival Caymmi

28. "É Doce Morrer no Mar"
Intérprete: Dorival Caymmi
Autores: Dorival Caymmi / Jorge Amado

29. "Sabado em Copacabana"
Intérprete: Nana Caymmi
Autores: Dorival Caymmi - Carlos Guinle

30. "Acalanto"
Intérprete: Nana & Dorival Caymmi
Autores: Dorival Caymmi

31. "Sorri" ("Smile")
Intérprete: Nana Caymmi
Autores: Charles Chaplin, G. Parsons, J. Turner - versão João de Barro (Braguinha).


Com participações de Milton Nascimento, Maria Bethânia, Gilberto Gil, Tom Jobim, João Donato, Mart'Nália, Erasmo Carlos, Sueli Costa, Dorival e Dori Caymmi e outros grandes nomes, esse filme é dedicado a Nana Caymmi, uma das mais sofisticadas cantoras e ao seu papel de liderança no mundo musical brasileiro nos últimos 50 anos. Nana é guardiã de uma herança musical sem precedentes. Filha do emblemático compositor Dorival Caymmi, ex-mulher de Gilberto Gil, musa de Milton Nascimento, amiga de infância de Nelson Freire, vista pelo seu público como uma das maiores cantoras brasileiras e citada pelo jornalista Roberto Moura como “A cantora das cantoras”.

19 de maio de 2013

24ª Edição do Prêmio da Música Brasileira



O Prêmio da Música Brasileira anunciou nesta quinta-feira (16) a lista de indicados da sua 24ª edição. A cerimônia de entrega do prêmio será realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 12 de junho.
O homenageado deste ano é o maestro Tom Jobim com apresentação das cantoras Zélia Duncan e Adriana Calcanhotto.



Maria Bethânia disputa pela primeira vez como compositora. Vejam as categorias que Bethânia concorre:

Melhor Canção
"Carta de Amor", de Paulo Cesar Pinheiro e Maria Bethânia - intérprete Maria Bethânia (CD Oásis de Bethânia)

Melhor Álbum - MPB
"Oásis de Bethânia", de Maria Bethânia, produtores Maria Bethânia e Jorge Helder

Melhor Cantora - MPB
Maria Bethânia (Oásis de Bethânia)


Foto: Felipe Souto Maior

1 de maio de 2013

Maria Bethânia encerra programação do Ano do Brasil em Portugal




Maria Bethânia vai encerrar a programação cultural do Ano do Brasil em Portugal com o espetáculo “Bethânia e as Palavras” nos dias 7 e 8 de junho na cidade do Porto e no dia 10 de junho (data nacional de Portugal) em Lisboa.

O Ano do Brasil teve início em 7 de setembro (Dia da Independência do Brasil) do ano passado e acumulará até junho a realização de 294 eventos, dos quais 180 este ano – a metade deles no Espaço Brasil em Lisboa. Segundo a Fundação Nacional de Artes (Funarte), a principal atração brasileira durante o período são os shows (119 espetáculos) de cantores e bandas de diversos estilos musicais brasileiros. A programação concluirá com 56 peças de teatro, 26 exposições de arte visuais, 25 eventos de artes integradas (multimídia), 16 promoções literárias, além de 11 espetáculos de dança. A estimativa da Funarte é que, até o momento, 200 mil pessoas tenham assistido aos eventos.

Vinheta institucional:


14 de abril de 2013

Gravação DVD "Carta de Amor"



















Foto: Site Uol Música
Maria Bethânia gravou do DVD de "Carta de Amor" nos dias 13 e 14 de abril, no Vivo Rio. Show que encantou os cariocas em novembro de 2012 e retornou aos palcos do Rio de Janeiro para o show do último disco, "Oásis de Bethânia", lançado em março do ano passado.


Roteiro do show:

Ato I
1. Canções e momentos (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1986)
2. Sangrando (Gonzaguinha, 1980)
3. Salmo (Raphael Rabello e Paulo César Pinheiro, 2002)
4. Dona do raio e do vento (Paulo César Pinheiro, 2006)
5. Cântico negro (José Régio, Vinicius de Moraes, Luiz Carlos Lacerda e Clarice Lispector) - texto
6. Não enche (Caetano Veloso, 1997)
7. Fogueira (Ângela RoRo, 1983)
8. Casablanca (Roque Ferreira, 2012)
9. Na primeira manhã (Alceu Valença, 1980)
10. Calúnia (Marino Pinto e Paulo Soledade, 1951)
11. Negue (Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos, 1960)
12. Barulho (Roque Ferreira, 2007)
13. Fera ferida (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1982)
14. Quem me leva os meus fantasmas (Pedro Abrunhosa, 2007)
Intervalo
15. Cais (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1972) - instrumental banda
16. Maria Maria (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1976) - Instrumental banda

Ato II
17. Festa (Gonzaguinha, 1968)
18. Dora (Dorival Caymmi, 1945)
19. Lua branca (Chiquinha Gonzaga, 1912)
20. Estado de poesia (Chico César, 2012)
21. Adeus Guacyra (Heckel Tavares e Joracy Camargo, 1933)
22. A nossa casa (Arnaldo Antunes, Alice Ruiz, Paulo Tatit, João Bandeira, Celeste, Moreau Antunes, Edith Derdik e Sueli Galdino, 2004)
23. Marambaia (Henricão e Rubens Campos, 1944)
24. A casa é sua (Arnaldo Antunes e Ortinho, 2009)
25. Santo Amaro Ê Ê (domínio público) /
      Quixabeira (domínio público) /
      Reconvexo (Caetano Veloso, 1989) /
      Minha senhora (domínio público) /
      Viola meu bem (domínio público) /
      Reconvexo (Caetano Veloso, 1989)
26. Minha casa (Joubert de Carvalho, 1946)
27. Velho Francisco (Chico Buarque, 1987)
28. Carta de amor (Paulo César Pinheiro) - com texto de Maria Bethânia
29. Escândalo (Caetano Veloso, 1981)
30. Salmo (Raphael Rabello e Paulo César Pinheiro, 2002)
31. Canções e momentos (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1986)

Bis:
32. Mensagem (Aldo Cabral e Cícero Nunes, 1945) /
      Cartas de Amor (Fernando Pessoa) - texto

Bis 2:
33. Explode coração (Gonzaguinha, 1978)
33. O que é o que é (Gonzaguinha, 1982)


Maria Bethânia faz participação na estreia do Viva Tom

Foto: Jaqueline machado (DP)

O projeto Nivea Viva Tom celebra o eterno maestro Antônio Carlos Jobim em que seu álbum The composer of Desafinado, Plays, gravado nos Estados Unidos completa 50 anos.

O projeto Viva Tom estreou no dia 09/04/2013 no Vivo Rio com a cantora Vanessa da Mata e contou com a participação especial de Maria Bethânia, que dividiu o palco com a anfitriã em uma música e cantou sozinha outras três.

As 24 músicas do repertório, escolhidas a partir de uma lista de 60 elaborada pela curadora Monique Gardenberg, são do Tom Jobim com parceria com Dolores Duran, Vinicius de Moraes e Chico Buarque, sob a direção musical de Kassin e arranjos e piano de Eumir Deodato.

Em um dos momentos mais emocionantes da apresentação, Bethânia entrou no meio de “Chega de Saudade” e interpretou “Dindi”, “Modinha” e “Se Todos Fossem Iguais a Você”, com Wagner Tiso, apontando para a imagem de Tom, no telão ao fundo do palco, enquanto saía de cena.

O projeto Viva Tom Jobim é a sequência da experiência que, em 2012, levou para os palcos a obra de Elis Regina interpretada por sua filha, Maria Rita. O espetáculo Viva Tom Jobim passará ainda por Salvador (21/4), Recife (28/4), Brasília (5/5), Porto Alegre (19/5), São Paulo (26/5), e volta para a capital carioca, em data e local ainda não divulgados. todos gratuitos e em espaços públicos.

Foto: AGNews

10 de março de 2013

11ª Flip - Festa Literária Internacional de Paraty 2013




Maria Bethânia participará de uma mesa da Festa Literária Internacional de Paraty em homenagem a Fernando Pessoa. Ela vai debater com a professora emérita da UFRJ e da PUC-Rio Cleonice Berardinelli (maior especialista em literatura portuguesa do Brasil e autora da primeira tese dedicada a Fernando Pessoa no país e a segunda no mundo). Cleonice, em 2010 recebeu, ao lado de Bethânia, a medalha da Ordem do Desassossego, criada pela Casa Fernando Pessoa, de Lisboa, para homenagear divulgadores da obra do poeta português em todo o mundo.



Bethânia, que já afirmou que Fernando Pessoa é o "poeta de sua vida", declamou poemas do autor português em diversos momentos de sua carreira.

Trechos da obra do poeta foram lidos pela intérprete no show "Rosa dos Ventos", de 1971, e nos discos "Drama", "Pássaro da Manhã" e "Imitação da Vida" e outros trabalhos.

Especialista em literatura portuguesa e integrante da Academia Brasileira de Letras, Berardinelli lançou no ano passado o livro "Fernando Pessoa - Antologia Poética", coletânea que reúne 20 anos de produção do poeta. Ela também é autora de "Fernando Pessoa: Outra Vez te Revejo".


A 11ª edição da Flip acontece entre os dias 3 e 7 de julho e terá como homenageado o escritor Graciliano Ramos. O autor de "Vidas Secas" completaria 120 anos em outubro passado.

Adaptado da Folhapress.

7 de março de 2013

Jasmin, pintor das mulheres, despede-se de nós...


O artista plástico baiano Luiz Jasmin morreu ontem (06/03/2013), aos 72 anos, após 47 dias internado no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Ele tinha metástase em decorrência de um sarcoma de de coxa e recebia tratamento paliativo, de acordo com o seu companheiro, Newton Bezerra.

Luiz Jasmin morava em Vila Velha, na Ilha de Itamaracá (PE), há mais de 30 anos. O seu corpo está sendo velado na Câmara de Vereadores do município e o enterro será no cemitério local, às 17h de hoje.

O artista plástico é autor da famosa capa de Maria Bethânia com o busto nu feita para o disco Recital Boite Barroco (1968), censurada pelos militares durante a ditadura.



Na sua glamorosa trajetória, o jet-setter – que chegou a ser eleito o homem mais bonito do Brasil – conheceu artistas como Andy Warhol e Salvador Dalí (com quem chegou a expor), e retratou homens como o ditador português António Salazar e os jogadores Jairzinho e Rivelino. Mas foram as imagens femininas que fizeram sua fama; foram retratadas por ele celebridades, socialites e aristocratas como Maysa, Maria Bethânia, Gal Costa, Clara Nunes, Mãe Menininha do Gantois, Carmen Mayrink Veiga, Danuza Leão, Françoise Sagan e a princesa Margaret da Inglaterra, entre muitas outras.

O artista também envolveu-se com o teatro, escrevendo peças e atuando; foi o primeiro homem, aliás, a aparecer completamente nu em um palco brasileiro, na peça “Cordélia Brasil”, em 1968 – sua parceira no tablado era ninguém menos que Norma Bengell. Essa e muitas outras histórias são contadas no livro “Mulheres encantadas”, lançado na Fliporto 2012 (Olinda), no qual o próprio pintor passa em revista sua vida e as mulheres fascinantes que cruzaram seu caminho.

Durante seu internamento no hospital, Jasmin não parou de produzir belíssimos desenhos, dentre eles, um intitulado "Iemanjá" que nos foi confiada para presentear a Rainha do Mar no dia 02 de fevereiro no Rio Vermelho, Salvador.