24 de novembro de 2012

Carta de Amor promete longa agenda de Shows.

 
Ainda com alguns ajustes, certamente feitos durante a turnê, o Show Carta de Amor, estreado nos últimos dias 18 e 19 de novembro no Rio de Janeiro, segue pelo Brasil.
 
                                                                               Fotos: Camila Alcântara

 
Maria Bethânia é uma das poucas cantoras que escolhe onde quer cantar.
Sua carreira, muito bem solidificado nesses 47 anos de "estrada", lhe permitiu essa autonomia. Mesmo assim, fãs e admiradores de todo Brasil podem esperar uma grande turnê para este novo novo Show, inspirado no álbum Oásis de Bethânia.
 
Em muitas cidades, já com ingressos esgotados, segue a Agenda da Turnê Nacional do Show Carta de Amor:

* 1 e 2 de dezembro de 2012 - Teatro Castro Alves - Salvador (BA)
* 7 e 8 de dezembro de 2012 - Palácio das Artes - Belo Horizonte (MG)
* 14 de dezembro de 2012 - Centro de Eventos do Ceará - Fortaleza (CE)

* 8 e 9 de janeiro de 2013 - Teatro do SESI - Porto Alegre (RS)
* 20 de janeiro de 2013 – Teatro Gustavo Leite - Maceió (AL)
* 23 de janeiro de 2013 - Teatro Tobias Barreto - Aracaju (SE)
* 25 de Janeiro de 2013 - Teatro Guararapes - Recife (PE)
* 29, 30 e 31 de março de 2013 - HSBC Brasil - São Paulo (SP)
* 12, 13 e 14 de abril de 2013 - Vivo Rio - Rio de Janeiro (RJ)
* 24 de abril de 2013 - Teatro Ademir Rosa - Florianópolis (SC)
* 27 de abril de 2013 - Teatro Guaíra - Curitiba (PR)


 
Abraços,
Fã-clube Grito de Alerta.

22 de novembro de 2012

"Carta de Amor" deixa a plateia extasiada.

Show baseado no álbum Oásis de Bethânia, que estreou dias 18 e 19 de novembro no Rio de Janeiro, Carta de Amor faz resurgir uma Maria Bethânia apaixonada que en(canta) com músicas que falam sobre todo tipo de amor.
 
                                                                             Foto: Camila Alcântara
 
O show trouxe sucessos de sua carreira, músicas do novo CD e canções inéditas em sua voz. No roteiro, canções do novo disco como Casablanca e Barulho (ambas de Roque Ferreira), Velho Francisco (Chico Buarque) Salmo e Carta de Amor – esta que inspirou o título do álbum com um texto de sua autoria com a música e poesia de Paulo César Pinheiro. Entre as músicas cantadas por ela pela primeira vez, composições de Caetano Veloso, Arnaldo Antunes e do português Pedro Abrunhosa, além da inédita Em Estado de Poesia, de Chico César, sem esquecer os clássicos de seu repertório de mais de 47 anos de carreira.
 
Ao lado do pianista e maestro mineiro Wagner Tiso, diretor musical do show Carta de Amor, a intérprete segue sua receita teatral com arranjos assinados por Tiso com alguns músicos da banda - formada por Gabriel Improta (violão e guitarra), Paulo Dafilin (violão e viola), Jorge Helder (baixo), Pantico Rocha (bateria), Marcelo Costa (percussão) e Marcio Mallard (violoncelo) - apresentada com entusiasmo e orgulho pela cantora durante a música A Nossa Casa (Arnaldo Antunes, Alice Ruiz, Paulo Tatit, João Bandeira, Celeste Moreau Antunes, Edith Derdik e Sueli Galdino, 2004). Tiso assume em Carta de Amor o posto que era de Jaime Alem desde o show Maria, de 1988.
 
A troca do violão de Jaime Alem pelo piano de Wagner Tiso como instrumento condutor já dava indícios de que algo diferente estava a se desenvolver. O estilo e a escola musical de seu novo maestro obviamente também são outros e, nesse aspecto, o show tem boas soluções e algumas surpresas: arranjos mais grandiosos em diversos momentos, a força da percussão, especialmente no início do segundo ato em que emenda Festa (Gonzaguinha) com Dora (Dorival Caymmi), homenagem ao Recife ao ritmo de maracatu.

Como quem segura o raio de Iansã, Bethânia manda o primeiro de vários recados provocativos em Não Enche (Caetano Veloso). Mais serena na interpretação, Fogueira (Angela Ro Ro), Casablanca (Roque Ferreira), Na Primeira Manhã (Alceu Valença), Calúnia (Marino Porto/Paulo Soledade), Negue (Adelino Moreira/Enzo de Almeida Passos), Fera Ferida (Roberto Carlos/Erasmo Carlos) e Quem Me Leva os Meus Fantasmas (do português Pedro Abrunhosa) são como os abalos sucessivos de um grande terremoto. A superfície ondula com escavações nas entranhas de canções de entrega, paixões, sonhos, perdas, derrotas e superações amorosas.
Mais leve, o segundo ato tem mais o Estado de Poesia, de que fala a canção de Chico César. E ergue-se um bloco "residencial", com canções que trazem referências à moradia, umas que desmoronam na saudade e nas circunstâncias da vida, outras que emanam alegria - como A Casa É Sua (Arnaldo Antunes) - até os versos cortantes de Carta de Amor e a pungência de Escândalo (Caetano). No bis ela até brincou, maliciosa, com a previsão fatalista para o 21 de dezembro de 2012, cantando trecho de E o Mundo não Se Acabou (Assis Valente).
 
Carta de Amor reforça o endereço musical de Maria Bethânia no palco. E o palco é o destino certeiro da intérprete, a casa onde ela reina
 
 
Eis o roteiro seguido por Maria Bethânia em 19 de novembro de 2012 na segunda apresentação do show Carta de Amor na casa Vivo Rio:

Ato I
1. Canções e Momentos (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1986)
2. Sangrando (Gonzaguinha, 1980)
3. Salmo (Raphael Rabello e Paulo César Pinheiro, 2002)
4. Dona do Raio e do Vento (Paulo César Pinheiro, 2006)
5. Cântico Negro (José Régio, Vinicius de Moraes, Luiz Carlos Lacerda e Clarice Lispector)
- texto / Não Enche (Caetano Veloso, 1997)
6. Fogueira (Ângela RoRo, 1983)
7. Casablanca (Roque Ferreira, 2012)
8. Na Primeira Manhã (Alceu Valença, 1980)
9. Calúnia (Marino Pinto e Paulo Soledade, 1951)
10. Negue (Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos, 1960)
11. Barulho (Roque Ferreira, 2007)
12. Fera Ferida (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1982)
13.Cântico Negro (José Régio, Vinicius de Moraes, Luiz Carlos Lacerda e Clarice Lispector)
- texto / Quem me Leva os Meus Fantasmas (Pedro Abrunhosa, 2007)
Intervalo
14. Cais (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1972) /
15. Maria Maria (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1976) - Instrumental banda

Ato II
16. Festa (Gonzaguinha, 1968)
17. Dora (Dorival Caymmi, 1945)
18. Lua Branca (Chiquinha Gonzaga, 1912)
19. Estado de Poesia (Chico César, 2012)
20. Adeus Guacyra (Heckel Tavares e Joracy Camargo, 1933)
21. A Nossa Casa (Arnaldo Antunes, Alice Ruiz, Paulo Tatit, João Bandeira, Celeste
Moreau Antunes, Edith Derdik e Sueli Galdino, 2004)
22. Marambaia (Henricão e Rubens Campos, 1944)
23. A Casa É Sua (Arnaldo Antunes e Ortinho, 2009)
24. Santo Amaro Ê Ê (domínio público) /
Quixabeira (domínio público) /
Reconvexo (Caetano Veloso, 1989) /
Minha Senhora (domínio público) /
Viola Meu Bem (domínio público) /
Reconvexo (Caetano Veloso, 1989)
25. Minha Casa (Joubert de Carvalho, 1946)
26. Velho Francisco (Chico Buarque, 1987)
27. Carta de Amor (Paulo César Pinheiro) - com texto de Maria Bethânia
28. Escândalo (Caetano Veloso, 1981)
29. Salmo (Raphael Rabello e Paulo César Pinheiro, 2002)
30. Canções e Momentos (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1986)

Bis:
31. Mensagem (Aldo Cabral e Cícero Nunes, 1945) /
Cartas de Amor (Fernando Pessoa) - texto

Bis 2:
32. ...E o Mundo Não se Acabou (Assis Valente, 1938)
33. Ela Desatinou (Chico Buarque, 1968)



Abraços,
Fã-clube Grito de Alerta

Maria Bethânia dá início à turnê Carta de Amor

Maria Bethânia voltou aos palcos com novo show, mostrando pela primeira vez o repertório de seu mais recente CD, Oásis de Bethânia. A estreia ocorreu no Vivo Rio, Rio de Janeiro, nos dias 18 e 19 de novembro, domingo e segunda.


                                                                               Foto: Camila Alcântara



 
Lançado em março deste ano, o álbum Oásis de Bethânia veio com formato novo em sua carreira: cada uma das 10 músicas do disco recebeu um arranjo inédito de convidados especialíssimos – que trouxeram a sofisticação de seus arranjos, unidos à voz única de Bethânia, trazendo o tempero ideal para a sonoridade marcante do novo trabalho
E é esta sonoridade nova que “Carta de Amor” traz. “O show vem do disco; é a base de onde eu parti, da mudança sonora que fiz ali com vários músicos”, conta Bethânia. “O título do show não se refere apenas à faixa do disco “Carta de Amor”, mas a todo tipo de amor que canto no show: o amor maduro, o amor inconstante, o amor traído, o amor eterno, o passageiro, o triste, o alegre...”, completa.
“Convidei o Wagner Tiso, maestro das Minas Gerais, para tocar com uma cantora baiana!”, brinca. Além de Wagner Tiso (maestro e piano), Gabriel Improta (violão e guitarra), Paulo Dafilin (violão e viola), Jorge Helder (baixo), Pantico Rocha (bateria), Marcelo Costa (percussão) e Marcio Mallard (cello) a acompanharam.

Wagner, que já gravou com Bethânia, mas, no palco com ela pela primeira vez, acha a experiência inovadora. “Já toquei com outros baianos, mas com Bethânia é diferente porque ela leva o teatro para o palco. Trabalhar com ela é interessante artisticamente porque sabe muito bem o que quer fazer; tem plena noção de tudo e um mapa geral do que vai ser. Levo para o show minha cabeça orquestral, o que dá um contraste bonito entre o recôncavo dela e minha mineirice. E conto com a ajuda desses músicos maravilhosos” – diz Tiso.
 
Bia Lessa, diretora que já tem intimidade com seus espetáculos, assinou a direção e cenário e a iluminação ficara nas mãos de Tomás Ribas. Bia desenhou um cenário conciso para retratar este momento de Maria Bethânia. Não há elementos desnecessários, há o vazio do palco, preenchido por um tapete de tiras entrelaçadas, costuradas artesanalmente uma a uma, que remete ao universo popular e erudito e um pedaço de tronco que nos faz lembrar a natureza e os seus ciclos. Um dia esse tronco foi semente, depois arbusto, depois árvore, agora um espaço para se recostar. Apenas isso; no mais são luzes que criam espaços, ambientes e situações. Uma única imagem no final do espetáculo sintetiza para Bia o que é esse show, “uma celebração do ofício da cantora: celebrar a vida através de suas mais profundas convicções”.
 
 
 
Abraços,
Fã-clube Grito de Alerta

16 de novembro de 2012

Poesia na Fliporto com Maria Bethânia





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Emocionante. O recital Maria Bethânia e as palavras, na abertura da Festa Literária Internacional de Pernambuco – Fliporto, valoriza a grande intérprete que é. Textos muito bem escolhidos, inclusive com participação de vários pernambucanos, e uma interpretação memorável, ao mesmo tempo leve e firme.

Entre recitais e cantorias, Bethânia foi acompanhada pelo percussionista Carlos César e o violonista Jaime. Homenageou seu poeta predileto, Fernando Pessoa, de quem recitou a marcante Navegar é preciso.
Os pernambucanos tiveram tribuna de honra. Em repertório explorador do Nordeste e Sertão, Luiz Gonzaga (ABC do Sertão), Dominguinhos (Lamento sertanejo), Antônio Maria (Menino grande) e Ascenso Ferreira (Vou danado pra Catende) foram recitados na noite, além de Clarice Lispector.

Quando criança, Maria Bethânia pensou em ser atriz, influenciada pelas aulas de drama (“teatro chamava-se drama”, esclarece) na escola de freiras onde estudava, na Bahia. Desistiu desde a primeira vez que cantou, incentivada pelo irmão, Caetano Veloso. No palco, entretanto, nunca abandonou definitivamente as artes cênicas. “O que eu acho que dá diferença nos meus shows é que eu faço um espetáculo usando a dramaturgia mesmo. Isso explora uma linha mais teatral, mais interpretativa”, explica a artista baiana, que já trabalhou com os diretores Augusto Boal e Bibi Ferreira.

Maria Bethânia e as palavras é o expoente dessa relação com as artes cênicas e a poesia, sempre presentes nos seus shows. “Não é somente um recital. Tem uma ideia, um fio condutor, como em um espetáculo teatral”, define, em entrevista por telefone, durante os ensaios para a estreia de Carta de amor, no Rio de Janeiro. O show é inspirado no disco Oásis de Bethânia, com arranjos de músicos convidados, como Lenine, Djavan e Wagner Tiso.

Os poetas preferidos foram escolhidos por Maria Bethânia. “São muitos textos que eu já disse em cena. Outros que nunca disse. Outros que jamais direi em shows. É muito conversado. Eu chamo essa leitura de exercício de delicadeza. No tempo de hoje, alguém querer ouvir poesia é bem difícil”, conta. Questionada se o poeta predileto é Fernando Pessoa, Bethânia nem se prende a elogios. Resume a confirmar. “É… É… É… É… É…”, repete, cinco vezes. Além dele, estão na programação Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, Caetano Veloso, Renato Teixeira, Amália Rodrigues, Padre Antonio Vieira, Fausto Fawcet, Paulinho da Viola e Luiz Gonzaga, com ABC do Sertão. “O ABC está na leitura desde a primeira que fiz. Muda um pouco, a depender do lugar e mesmo da minha cabeça. Mas o ABC é próprio da leitura”, garante.
A sessão de hoje é exclusiva para 400 pagantes e 500 convidados. Mas, do lado de fora, o público poderá conferir o recital em um telão armado na Praça do Carmo, gratuitamente. O espetáculo estreou no ano passado, a convite da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e rendeu polêmica e críticas nas redes sociais. É que o pesquisador Hermano Vianna conseguiu autorização do Ministério da Cultura para captar R$ 1,3 milhão e criar o blog O mundo precisa de poesia. Bethânia interpretaria poemas que seriam publicados, diariamente, durante um ano. Depois da polêmica, o projeto foi cancelado. E Bethânia não fala sobre o assunto. Mas, para a sorte dos fãs, não deixou de circular com o espetáculo.

Pernambucanos queridos

Clarice Lispector
A quase recifense Clarice Lispector – nascida na Ucrânia, de onde migrou para o Brasil aos dois meses – é uma das escritoras preferidas de Bethânia, ao lado do inigualável Fernando Pessoa. “Conheci Clarice Lispector através do Fauzi Arapi, o mesmo que me apresentou Fernando Pessoa. Ele disse ‘Você vai dizer Fernando Pessoa e você vai dizer Clarice Lispector’”. Daí, surgiu a admiração pelos dois escritores e também o hábito quase sagrado de recitar nas apresentações.
Manuel Bandeira
“Eu não fui amiga de Bandeira. Conheci mais profundamente Bandeira através de Vinicius (de Moraes). Ele falou muito porque era alguém que ele tinha como marco. Ele era grande estudioso, conhecedor, admirador da obra de Bandeira”. Foi ele também que mostrou a Bethânia o trabalho de outro pernambucano, o amigo Antônio Maria, cujos textos Bethânia inclui frequentemente nos shows.
Luiz Gonzaga
“Esse é o nosso querido Rei. Eu conheci Luiz. Fui camarada dele, grande amiga do filho dele. Tive essa grande alegria, grande honra. Conheci Gonzaga com ele ligando para a minha casa. ‘Quem fala? Luiz. Que Luiz? O Rei do Baião’”, relembra, rindo. “Eu vi muitos espetáculos dele. Assisti Luiz em Paris, na Suíça. Cantei muitas músicas dele. Ele era ouvido como um deus. O maior respeito, o devido respeito. Eles até sacudiam um pouquinho. Assistiam com maior respeito aquele monumento da cultura brasileira. Vocês estão com tudo”.
* Matéria publicada no Diario de Pernambuco desta quinta-feira, 15 de novembro

15 de novembro de 2012

Noite Luzidia

Noite Luzidia, nomeia o histórico show que celebra os 35 anos de carreira de Maria Bethânia.
 
 
Gravado no Canecão, Rio de Janeiro, em 2001, imaginava-se que esse DVD não seria mais lançado. Após algumas publicações e até mesmo alguns vídeos divulgados clandestinamente pela internet, sempre foi uma icognita a distribuição desse material tão bonito e raro.
Após 11 anos de espera,  poderemos ter o Show na íntegra.
 
Com participação de convidados ilustres da MPB, o DVD também mostra depoimentos de vários artistas e a passagem de som que foi o início desta grande e memorável festa.
 
Faixas do DVD:

1. Maria Bethânia - Banda Maria Bethânia
2. De Manhã - Caetano Veloso
3. O Canto de Dona Sinhá (Toda Beleza Que Há) - Vanessa Da Mata / Caetano Veloso
4. Dona do Dom - Chico César
5. Primavera - Carlos Lyra / Mariana De Moraes
6. Sina de Caboclo - Maria Bethânia
7. Opinião - Maria Bethânia
8. Guantanamera - Maria Bethânia
9. Diz Que Fui Por Aí - Maria Bethânia
10. Nem O Sol, Nem A Lua, Nem Eu - Lenine
11. Quando Você Não Está Aqui - Branco Melo / Arnaldo Antunes
12. Água e Pão (Bahia) - Maria Bethânia
13. Expresso 2222 Intrumental
14. Lamento Sertanejo (Forro Do Dominguinhos - Gilberto Gil)
15. Viramundo - Gilberto Gil
16. Se Eu Morresse De Saudade - Gilberto Gil
17. Adeus, Meu Santo Amaro (Citação) - Maria Bethânia
18. Noite de Estrelas - Roberto Mendes
19. As Canções Que Você Fez Para Mim - Maria Bethânia
20. Antes que Amanheça - Chico César
21. Juntar o Que Sentir - Renato Teixeira
22. Depois de Ter Você - Adriana Calcanhoto
23. Pra Rua Me Levar - Ana Carolina
24. Texto: Apesar Das Ruínas E Da Morte - Maria Bethânia
25. Sonho Impossível - Maria Bethânia
26. Sem Fantasia - Chico Buarque
27. A Moça Do Sonho - Chico Buarque / Edu Lobo
28. Maricotinha - Moreno Veloso / Nana Caymmi / Dori Caymmi
29. Começaria Tudo Outra Vez - Maria Bethânia
30. Alegria - Maria Bethânia
31. O Que É, O Que É? - Maria Bethânia
 
Em pré-venda nas principais livrarias do país, o DVD tem lançamento previsto para 14/12/2012.
 
 
Abraços,
Fã-Clube Grito de Alerta.


7 de novembro de 2012

Rio São Francisco Navegado por Ronaldo Fraga




Recife recebe a exposição Rio São Francisco Navegado por Ronaldo Fraga, aberta ao público até 7 de fevereiro, no Santander Cultural Recife (Avenida Rio Branco, 23, Bairro do Recife) foi inspirada na pesquisa que o estilista Ronaldo Fraga fez para a coleção desfilada no São Paulo Fashion Week em junho de 2008.

É uma exposição sobre a cultura popular presente às margens do “Velho Chico”, interpretada pelo olhar do Ronaldo, e representa o projeto número 1 da moda incentivada pela Lei Rouanet, ou seja, é um projeto pioneiro junto ao Ministério da Cultura e uma abertura de portas para a moda brasileira ser reconhecida como instrumento cultural.

A exposição é composta de 13 ambientes, verdadeiras instalações de arte contemporânea, integralmente produzidas por uma ONG, e conta com duas participações muito especiais:

A cantora Maria Bethânia declama o poema “Águas e Mágoas do rio São Francisco”, escrito por Carlos Drummond de Andrade em 1977, e a voz de Bethânia ecoa de 16 vestidos que compõem o ambiente “A Voz do Rio”, ou seja, são vestidos musicais nos quais as pessoas podem encostar e ouvir.


O ator Wagner Moura produziu e narra um documentário sobre a cidade de Rodelas (BA) onde ele foi criado e que foi inundada para dar lugar à barragem da hidrelétrica de Itaparica. É um dos ambientes mais emocionantes da exposição.

Maria Bethânia e Luiz Jasmin na Fliporto


A 8ª edição da Festa Literária Internacional  de Pernambuco (Fliporto), que homenageia o centenário de Nelson Rodrigues, abrirá com recital da cantora Maria Bethânia, essa grande intérprete brasileira, filha de Dona Canô e irmã de Caetano Veloso, que mostrará o seu amor à poesia.


Caetano Veloso nos relata que “Bethânia surgiu para o público como apenas e exclusivamente uma voz. Foi na Bahia. O diretor de teatro Álvaro Guimarães montou “O Boca de Ouro”, de Nelson Rodrigues, e o espetáculo abria com um longo blackout em que se ouvia a voz de uma garota desconhecida cantando “Na Cadência do Samba”, de Ataulfo Alves. Ela tinha 17 anos, mas era já essa voz de timbre rico e afeto intenso que nos impressiona até hoje. Ninguém via a figura que sustentava aquela voz nas trevas. Mas o espetáculo começava com uma força ímpar no teatro mundial... É uma voz-pessoa, indissociável. E desde sempre atada à música através da poesia’’.



A 3ª Feira do Livro de Pernambuco, que é um dos braços da Fliporto, contará com o lançamento da obra do artista plástico Luiz Jasmin, com o selo das edições Carpe Diem e prefácio de minha autoria que resgata e registra o universo de um grande artista. O livro Mulheres Encantadas de Jasmin relata a singularidade de mulheres que ele conheceu e conviveu e que, de alguma maneira, passaram pela sua vida. Entre elas, Maria Bethânia, Danuza Leão, Yolanda da Costa e Silva, Tânia Alves, Tonia Carrero, Clara Nunes, Maysa. Conta, também, a sua convivência com o gênio que foi Salvador Dali.

Luiz Jasmin ilustrou algumas das capas dos discos de sua amiga Maria Bethânia, com registros em seu livro, e ambos estarão presentes na 8ª Fliporto que, nessa edição, é um grande diálogo entre as artes.


A singularidade e a pluralidade da Fliporto, que abrirá com uma declaração de amor à poesia por Maria Bethânia, mostrando que tudo no início é poesia e tudo acaba em livro ou documento, resgata e registra a obra de um grande artista que é Luiz Jasmin, e mostra como uma festa literária deve ser: diálogos, encontros e, porque não dizer, comunhão. Carpe Diem!


Antônio Campos - advogado, escritor, editor, membro da Academia Pernambucana de Letras e curador-geral da Fliporto.

camposad@camposadvogados.com.br

Mulheres Encantadas




Artista de múltiplas facetas que ganhou fama mundial pelos retratos que fez de divas e musas nos anos 60 e 70 do século passado, Luiz Jasmin, empresta agora o seu talento para a escrita e lança na Fliporto, em Olinda, seu primeiro livro: Mulheres Encantadas.

O lançamento será às 16h15 do próximo dia 18 na tenda da Carpe Diem, editora responsável pelo evento. Antonio Campos prefacia a obra com o ensaio O Encanto de Luiz Jasmin, publicado no Jornal do Brasil no início deste ano.

Personagens da realeza europeia e da classe artística brasileira retratada pelo pintor pontuam a obra como a Rainha Elizabeth II, a Princesa Margareth Rose da Inglaterra e a cantora Maria Bethânia. Trata-se de um conjunto de narrativas biográficas que revelam um pouco das memórias testemunhadas por Luiz Jasmin ao longo de sua trepidante vida. "Na verdade não pensei em escrever esse livro. Achava mais conveniente que tivesse sido escrito por um ghost writer. Mas eu não ia aceitar censura alguma sobre minhas transgressões e paixões", disse Jasmin.